A disciplina de Comunicação em Saúde da UnB está com sua página no facebook. ComSaúde é o nome que deve ser procurado.
Nosso twitter é @ComSaudeUnB
O site do ComSaúde é o http://www.licosc.unb.br, lá estão nossas galerias de apresentações, fotos e vídeos, enfim, produções diversas sobre o tema.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Casa de ferreiro....
Pois quem diria...uma infocomunitecnóloga de carteirinha que se esquece de atualizar seu próprio blogue... Fico muitas vezes envolvida com as atividades do dia-a-dia e me deixo levar pelo facebook e pelo twitter, ah, ia esquecendo do Orkut que há anos não apareço por lá e deixo meu espaço desatualizado.
Vejamos o que há de novo:
Facebook - Ana Valéria Machado Mendonça
Twitter - @profavaleriaunb
Orkut - Valéria Mendonça
Vejamos o que há de novo:
Facebook - Ana Valéria Machado Mendonça
Twitter - @profavaleriaunb
Orkut - Valéria Mendonça
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Mais inclusão digital
Em 8 de maio de 2010, publiquei aqui o Blog as notícias da Avaliação Nacional do Projeto GESAC.
Pois bem que acabou de sair do forno o primeiro relatório da Avaliação, que você pode encontrar aqui.
Pois bem que acabou de sair do forno o primeiro relatório da Avaliação, que você pode encontrar aqui.
Inclusão Digital em debate
Fiquei surpresa com minha última navegação em torno do tema inclusão digital. Procurava as fontes de meu livro sobre o assunto para disponibilizar aqui no Blog. Aliás, como é de se perceber, "casa de ferreiro, espeto de pau". Falo, pesquiso e pratico a inclusão e deixo meu próprio blog em segundo plano. Fazer o que?
No entanto, eis o documento que causou surpresa e o qual compartilho.
No entanto, eis o documento que causou surpresa e o qual compartilho.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Folha de SP e o Dr. Google
Vale a pena cenferir a matéria publicada no caderno de saúde da Folha de São Paulo de 22 de janeiro a impressionante relaçao entre a internet e a saúde. "A bula do Dr. Google" é o título da matéria assinada pela jornalista Mariana Versolato.
Gestão da Informação e do Conhecimento em Saúde
O Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde realizou em dezembro de 2010 a comemoração dos seus 10 anos. Tive a oportunidade de participar como palestrante de uma sessão que discutiu gestão da informação e do conhecimento em saúde. Veja o informativo lançado hoje pela assessoria de comunicação.
sábado, 8 de maio de 2010
Avaliação Nacional do GESAC
Está quase saindo forno o Relatório da Avaliação Nacional do Programa GESAC - Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão, do Ministério das Comunicações (MC). A pesquisa foi realizada numa parceria entre o GESAC e o NESP/UnB em todo o território nacional.
Estive à frente da coordenação teórico-científica-metodológica da iniciativa, que aconteceu de julho de 2008 a julho de 2009. De lá para cá, estivemos analisando os dados dos 9.224 entrevistados e agora estamos finalizando o relatório com os principais dados encontrados.
Benedito Medeiros Neto, do MC, também esteve à frente da coordenação tércnica-operacional, e foi o responsável por toda a mobilização necessária nos 27 estadosa da federação onde os questionários foram aplicados de forma presencial e a distância.
A validação da amostra foi realizada pela estatística Joseane Padilha, que no decorrer da Avaliação, desenvolveu um profundo levantamento de todos os Pontos de Presença do GESAC no Brasil, a fim de obtermos o quantitativo ideal para a pesquisa.
Agora, só nos resta aguardar a revisão final do documento, que também terá seus dados divulgados aqui em nosso Blog.
Estive à frente da coordenação teórico-científica-metodológica da iniciativa, que aconteceu de julho de 2008 a julho de 2009. De lá para cá, estivemos analisando os dados dos 9.224 entrevistados e agora estamos finalizando o relatório com os principais dados encontrados.
Benedito Medeiros Neto, do MC, também esteve à frente da coordenação tércnica-operacional, e foi o responsável por toda a mobilização necessária nos 27 estadosa da federação onde os questionários foram aplicados de forma presencial e a distância.
A validação da amostra foi realizada pela estatística Joseane Padilha, que no decorrer da Avaliação, desenvolveu um profundo levantamento de todos os Pontos de Presença do GESAC no Brasil, a fim de obtermos o quantitativo ideal para a pesquisa.
Agora, só nos resta aguardar a revisão final do documento, que também terá seus dados divulgados aqui em nosso Blog.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Gestão do Conhecimento em Saúde no Brasil
Está disponível no site da OPAS, o mais novo livro que assino a organização. Trata-se do Gestão do Conhecimento em Saúde no Brasil - Avanços e Perspectivas. Assinam junto comigo os amigos José Moya e Eliane Santos. Vale a pena conferir a publicação lançada no final de 2009. Boa leitura!
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Reflexões sobre a educação a distância em saúde
Este é o resumo do artigo Reflexiones sobre la educación permanente de Agentes Comunitarios de Salud usando EAD: un ejercicio de infoinclusión social, coparticipación y solidariedad e está disponível no livro Competências em Informação em Saúde Pública, editado pelo Núcleo de Estudos de Saúde Pública em parceria com o Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília, pela Série Tempus em Saúde Coletiva, que tem o apoio do Ministério da Saúde.
O artigo é assinado por mim e pelos professores Maria Fátima de Sousa e Ronaldo Nunes Linhares, está escrito em espanhol e compõe uma das produções científicas fruto do Projeto de Inclusão Digital dos Agentes Comunitários de Saúde, apoiado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.
Las demandas sociales crecen en todas las áreas. El crecimiento de la demanda por formación, y en especial, la educación permanente generó la urgencia por nuevas prácticas de enseñar y de aprender, cabiendo al Estado el desarrollo de políticas publicas que contribuyan para la especialización de los profesionales y de los servicios prestados a la sociedad. De la educación a la salud, se exige del profesional, cada vez más, nuevas competencias y habilidades que perfeccione y mejore la calidad de sus servicios. La Educación a Distancia (EAD) representa una alternativa posible para esta demanda. Tanto como en otro campo profesional, en la salud la EAD puede contribuir para fundamentar una práctica pedagógica mediada por las tecnologías consubstanciada por la cultura del alumno/trabajador; el uso y fortalecimiento de la experiencia construida en el ambiente de su práctica, como fundamento de programas de formación en servicio; ampliar las posibilidades de universalizar los saberes locales e intercambiar experiencias, democratizando estos conocimientos entre si y con otros profesionales. El presente artículo pretende reflexionar sobre el uso de la EAD en la educación permanente de Agentes Comunitarios de Salud como ejercicio de infoinclusión social basado en la coparticipación y solidariedad y en la construcción y democratización de contenidos e informaciones sobre salud, mediado por tecnologías de información y comunicación.
O artigo é assinado por mim e pelos professores Maria Fátima de Sousa e Ronaldo Nunes Linhares, está escrito em espanhol e compõe uma das produções científicas fruto do Projeto de Inclusão Digital dos Agentes Comunitários de Saúde, apoiado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.
Las demandas sociales crecen en todas las áreas. El crecimiento de la demanda por formación, y en especial, la educación permanente generó la urgencia por nuevas prácticas de enseñar y de aprender, cabiendo al Estado el desarrollo de políticas publicas que contribuyan para la especialización de los profesionales y de los servicios prestados a la sociedad. De la educación a la salud, se exige del profesional, cada vez más, nuevas competencias y habilidades que perfeccione y mejore la calidad de sus servicios. La Educación a Distancia (EAD) representa una alternativa posible para esta demanda. Tanto como en otro campo profesional, en la salud la EAD puede contribuir para fundamentar una práctica pedagógica mediada por las tecnologías consubstanciada por la cultura del alumno/trabajador; el uso y fortalecimiento de la experiencia construida en el ambiente de su práctica, como fundamento de programas de formación en servicio; ampliar las posibilidades de universalizar los saberes locales e intercambiar experiencias, democratizando estos conocimientos entre si y con otros profesionales. El presente artículo pretende reflexionar sobre el uso de la EAD en la educación permanente de Agentes Comunitarios de Salud como ejercicio de infoinclusión social basado en la coparticipación y solidariedad y en la construcción y democratización de contenidos e informaciones sobre salud, mediado por tecnologías de información y comunicación.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Informar, educar, comunicar e incluir: uma mistura que pode dar certo
Estamos acompanhando com muito interesse os movimentos feitos pelo Governo Federal em prol das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC’s). Temos observado também o número de iniciativas da sociedade civil em promover, cada vez mais, a inclusão digital das comunidades. E as oficinas do Programa Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC), do Ministério das Comunicações, são provas desse movimento.
As Oficinas de Conhecimentos Livres dos Pontos GESAC integram participantes de diversos municípios de todos os Estados brasileiros e também qualifica o cidadão para alçar outros vôos rumo à tão sonhada inclusão digital. Recentes pesquisas divulgadas pelo IBOPE em parceria com outras instituições revelam-nos que o Brasil é o quarto país do mundo em venda de computadores e que 37 milhões de pessoas acessaram a Internet no último semestre, quase quatro milhões a mais que no ano passado.
Ainda segundo a pesquisa, os três primeiros lugares entre os motivos de acesso no primeiro semestre deste ano estão a Comunicação, envio de e-mails e participação em sites de relacionamento; a Informação e a Educação, com pesquisas de escolas e buscas diversas; e o Comércio Eletrônico, motivado pelo e-commerce, todos considerados estímulos aos programas de inclusão digital no Brasil.
Outra pesquisa recente, dessa vez divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que, nos últimos cinco anos, houve uma forte aceleração na inclusão digital no Brasil. No Nordeste, os índices encontram-se em 5,54%. Nesse contexto, na média dos estados nordestinos, a Paraíba e o Rio Grande do Norte dividem 4,72% entre os incluídos digitalmente. Eles ficam à frente somente do Maranhão, último da lista, com 4,7% de acesso à Internet por domicílios. Sergipe desponta com 5,54%, deixando para traz os Estados do Piauí, com 5,11% e da Bahia, com 5,07%, conforme os dados do Comitê Gestor da Internet (CGI) para 2007.
Em outubro do ano passado, o Ministério das Comunicações, confirmou que iniciaria em novembro, a distribuição de kits de informática aos municípios brasileiros por intermédio do Programa de Inclusão Digital. E conforme anunciou o Ministério das Comunicações, os municípios brasileiros inscritos no Edital serão contemplados com a distribuição e instalação gratuita de 10 computadores com acesso a banda larga via satélite, uma câmera de vídeo para monitoramento, estabilizadores, uma impressora a laser, um datashow, um televisor de 29 polegadas e um aparelho de DVD.
Finalmente, acrescentamos a estes dados os números do Mapa de Inclusão Digital do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Na Fase I da pesquisa do IBICT realizada em cerca de três mil municípios brasileiros, foram identificadas 108 iniciativas de inclusão digital no âmbito dos governos federal, estadual, municipal e terceiro setor. Dos 16.722 Pontos de Inclusão Digital (PID’s) em funcionamento no Brasil, apenas 308 estão na Paraíba.
A partir deste cenário, acreditamos que os paraibanos têm pela frente um grande desafio: evoluir os percentuais de inclusão a cada ano, qualificando seus jovens e oportunizando o acesso ao software livre. Entendemos que o acesso gratuito às TIC’s, o investimento público associado à vontade política inerente aos governos e a educação voltada para modelos de alfabetização em informação e em comunicação, venham a ser as metas de Governo. A inclusão dos jovens e das comunidades excluídas é inerente à sociedade da informação e do conhecimento. Espero que nosso país saiba acumular suas experiências exitosas, afinal, o Brasil tem dado prova ao restante do mundo que está na marola do desenvolvimento e da inovação.
As Oficinas de Conhecimentos Livres dos Pontos GESAC integram participantes de diversos municípios de todos os Estados brasileiros e também qualifica o cidadão para alçar outros vôos rumo à tão sonhada inclusão digital. Recentes pesquisas divulgadas pelo IBOPE em parceria com outras instituições revelam-nos que o Brasil é o quarto país do mundo em venda de computadores e que 37 milhões de pessoas acessaram a Internet no último semestre, quase quatro milhões a mais que no ano passado.
Ainda segundo a pesquisa, os três primeiros lugares entre os motivos de acesso no primeiro semestre deste ano estão a Comunicação, envio de e-mails e participação em sites de relacionamento; a Informação e a Educação, com pesquisas de escolas e buscas diversas; e o Comércio Eletrônico, motivado pelo e-commerce, todos considerados estímulos aos programas de inclusão digital no Brasil.
Outra pesquisa recente, dessa vez divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que, nos últimos cinco anos, houve uma forte aceleração na inclusão digital no Brasil. No Nordeste, os índices encontram-se em 5,54%. Nesse contexto, na média dos estados nordestinos, a Paraíba e o Rio Grande do Norte dividem 4,72% entre os incluídos digitalmente. Eles ficam à frente somente do Maranhão, último da lista, com 4,7% de acesso à Internet por domicílios. Sergipe desponta com 5,54%, deixando para traz os Estados do Piauí, com 5,11% e da Bahia, com 5,07%, conforme os dados do Comitê Gestor da Internet (CGI) para 2007.
Em outubro do ano passado, o Ministério das Comunicações, confirmou que iniciaria em novembro, a distribuição de kits de informática aos municípios brasileiros por intermédio do Programa de Inclusão Digital. E conforme anunciou o Ministério das Comunicações, os municípios brasileiros inscritos no Edital serão contemplados com a distribuição e instalação gratuita de 10 computadores com acesso a banda larga via satélite, uma câmera de vídeo para monitoramento, estabilizadores, uma impressora a laser, um datashow, um televisor de 29 polegadas e um aparelho de DVD.
Finalmente, acrescentamos a estes dados os números do Mapa de Inclusão Digital do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Na Fase I da pesquisa do IBICT realizada em cerca de três mil municípios brasileiros, foram identificadas 108 iniciativas de inclusão digital no âmbito dos governos federal, estadual, municipal e terceiro setor. Dos 16.722 Pontos de Inclusão Digital (PID’s) em funcionamento no Brasil, apenas 308 estão na Paraíba.
A partir deste cenário, acreditamos que os paraibanos têm pela frente um grande desafio: evoluir os percentuais de inclusão a cada ano, qualificando seus jovens e oportunizando o acesso ao software livre. Entendemos que o acesso gratuito às TIC’s, o investimento público associado à vontade política inerente aos governos e a educação voltada para modelos de alfabetização em informação e em comunicação, venham a ser as metas de Governo. A inclusão dos jovens e das comunidades excluídas é inerente à sociedade da informação e do conhecimento. Espero que nosso país saiba acumular suas experiências exitosas, afinal, o Brasil tem dado prova ao restante do mundo que está na marola do desenvolvimento e da inovação.
Alfabetização em informação para comunicar no mundo da inclusão
Estudos recentes trazidos para o Brasil por pesquisadores espanhóis ilustram as iniciativas públicas no campo da alfabetização em informação, assumidas pela Comunidade Européia a fim de minimizar os problemas recorrentes da exclusão digital bem como as boas práticas para a promoção da inclusão digital nos países dessa comunidade. Cabe-nos aqui registrar que esta análise toma como exemplo a Espanha, por ser um país com atividades voltadas para a alfabetização da informação.
Além disso, entre os países ibero-americanos, a Espanha ocupa hoje a quarta colocação no ranking Digital Access Index (DAI), da International Telecommunication Union(ITU), ultrapassando inclusive Portugal, país de língua portuguesa e a quem o Brasil estaria mais proximamente ligado por essa facilidade. Dessa forma, propiciando investimentos em Tecnologias para a Informação e para a Comunicação para sua população, a Espanha avança, consideravelmente, podendo servir de parâmetro para que o Brasil obtenha êxito maior em seus programas de inclusão digital no que tange à união da alfabetização em informação com a comunicação, esta, por meio dos instrumentos midiáticos ligados à web, a exemplo do jornalismo on line e seus produtos convergentes.
Para congregar grande parte das políticas para inclusão digital da sociedade, a Comunidade Européia lançou, em dezembro de 1999, um programa denominado eEurope, uma iniciativa política que objetiva afetar a todas as camadas sociais da Sociedade da Informação naquele continente como uma espécie de acelerador de políticas de alto nível, concentrando sete prioridades: banda larga, negócios, administração, saúde, inclusão, aprendizagem e segurança.Do mesmo programa também surgiu, em julho de 2003, um novo Marco Regulador das Comunicações Eletrônicas para a Europa, considerado como um dos melhores marcos jurídicos da atualidade para a continuidade do desenvolvimento da indústria, incentivando competências produtivas, gerando conhecimento e protegendo os interesses da população e usuários.
Desde então, todos os esforços dirigidos ao desenvolvimento das tecnologias para a informação, educação e comunicação na comunidade européia estão condensados no eEurope, que em seu Relatório Anual de 2007 sobre a Sociedade da informação apresenta um balanço dos resultados das tarefas realizadas até o momento pelo conjunto de países, bem como lança as estratégias para o i2010, “uma iniciativa da Comissão para as políticas da sociedade da informação e dos meios de comunicação social. [...]A iniciativa i2010 intervém num contexto caracterizado pela rápida mudança, exigindo, por conseguinte, actualizações e acertos regulares”.
Os números divulgados em janeiro de 2007 pelo Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum – WEF, 2007), confirmam resultados favoráveis ao que analisa a Comunidade Européia, onde encontramos os seguintes percentuais de acesso às tecnologias para informação e comunicação referentes aos países da comunidade européia e demais países do mundo: a Suécia assume a liderança com 0,85% de índice de acesso digital, seguida da Dinamarca, com 0,83% e da Islândia e Coréia, ambas com 0,82%. Ainda entre os países com altos índices estão a Inglaterra, com 0,77% e França com 0,72%. A Espanha e Portugal, despontam no ranking dos países com índices acima da média mundial, com 0,67% e 0,65% respectivamente, ficando para o Brasil com 0,50%, ocupando as últimas colocações junto com o México, Rússia e Ilhas Maurícius.
Cabe ressaltar que os indicadores do Fórum abrangem 181 países e têm por base categorias estabelecidas em 2003, pela ITU, entidade das Nações Unidas, que apontou quatro vetores para avaliação do índice de uso e acesso digital, DAI, que abrange os quesitos de infra-estrutura, acessibilidade, conhecimento, qualidade e uso das TIC. Como percebemos, as variáveis e indicadores que norteiam o ITU foram elaboradas a fim de proporcionarem resultados numéricos referentes aos conceitos sociais, econômicos, culturais e tecnológicos em evolução no mundo.
Cabe-nos ainda ressaltar o conjunto dos índices também observados no Information Society Index (ISI), que avalia, em 52 países, 15 variáveis ligadas ao uso de computadores, acesso, usabilidade e utilização da Internet, infra-estrutura das telecomunicações e variáveis sociais em torno da sociedade como um todo de cada um desses espaços globais. O alinhamento de propostas para unir a alfabetização em informação às práticas de comunicação deve ser buscado junto com o fim da desigualdade social, a conectividade e acessibilidade para todos os indivíduos, famílias e comunidades.
Objetivando o aumento das habilidades e riquezas futuras, temos a alfabetização em informação é definida como a capacidade de compreensão e um conjunto de habilidades, que possibilitam ao indivíduo reconhecer quando necessita de alguma informação, podendo localizá-la e utilizá-la de forma eficaz. Uma pessoa capaz de localizar e utilizar a informação desejada deve ter habilidade para reconhecer uma necessidade informacional; determinar qual a dimensão da informação que necessita; localizá-la com eficiência; avaliar a informação e suas fontes; incorporar a informação selecionada à sua própria base de conhecimentos; utilizar a informação de maneira eficaz para realizar tarefas específicas; compreender a problemática econômica, legal e social em torno do uso da informação; ter acesso à informação, utilizando-a de forma ética e legal; classificar, organizar, manipular e reelaborar a informação obtida ou gerada; e reconhecer o processo de Alfabetização em Informação como pré-requisito para a aprendizagem ao longo da vida.
Sendo assim, os recursos midiáticos chegam para auxiliar no processo de aceleração dessa estratégia. A ação comunicativa viabilizada pelo jornalismo on line e suas demais atividades relacionadas ao áudio, ao vídeo e à imagem, convergem para a produção de conteúdos de forma livre e alternativa, tendo as orientações da comunicação comunitária como propulsoras de boas práticas extensionistas entre a Universidade e a Comunidade, aproximando as técnicas das práticas inclusivas, formando cidadãos mais conscientes e participativos do processo comunicacional frente aos desafios tecnológicos que nos esperam em 2010.
Além disso, entre os países ibero-americanos, a Espanha ocupa hoje a quarta colocação no ranking Digital Access Index (DAI), da International Telecommunication Union(ITU), ultrapassando inclusive Portugal, país de língua portuguesa e a quem o Brasil estaria mais proximamente ligado por essa facilidade. Dessa forma, propiciando investimentos em Tecnologias para a Informação e para a Comunicação para sua população, a Espanha avança, consideravelmente, podendo servir de parâmetro para que o Brasil obtenha êxito maior em seus programas de inclusão digital no que tange à união da alfabetização em informação com a comunicação, esta, por meio dos instrumentos midiáticos ligados à web, a exemplo do jornalismo on line e seus produtos convergentes.
Para congregar grande parte das políticas para inclusão digital da sociedade, a Comunidade Européia lançou, em dezembro de 1999, um programa denominado eEurope, uma iniciativa política que objetiva afetar a todas as camadas sociais da Sociedade da Informação naquele continente como uma espécie de acelerador de políticas de alto nível, concentrando sete prioridades: banda larga, negócios, administração, saúde, inclusão, aprendizagem e segurança.Do mesmo programa também surgiu, em julho de 2003, um novo Marco Regulador das Comunicações Eletrônicas para a Europa, considerado como um dos melhores marcos jurídicos da atualidade para a continuidade do desenvolvimento da indústria, incentivando competências produtivas, gerando conhecimento e protegendo os interesses da população e usuários.
Desde então, todos os esforços dirigidos ao desenvolvimento das tecnologias para a informação, educação e comunicação na comunidade européia estão condensados no eEurope, que em seu Relatório Anual de 2007 sobre a Sociedade da informação apresenta um balanço dos resultados das tarefas realizadas até o momento pelo conjunto de países, bem como lança as estratégias para o i2010, “uma iniciativa da Comissão para as políticas da sociedade da informação e dos meios de comunicação social. [...]A iniciativa i2010 intervém num contexto caracterizado pela rápida mudança, exigindo, por conseguinte, actualizações e acertos regulares”.
Os números divulgados em janeiro de 2007 pelo Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum – WEF, 2007), confirmam resultados favoráveis ao que analisa a Comunidade Européia, onde encontramos os seguintes percentuais de acesso às tecnologias para informação e comunicação referentes aos países da comunidade européia e demais países do mundo: a Suécia assume a liderança com 0,85% de índice de acesso digital, seguida da Dinamarca, com 0,83% e da Islândia e Coréia, ambas com 0,82%. Ainda entre os países com altos índices estão a Inglaterra, com 0,77% e França com 0,72%. A Espanha e Portugal, despontam no ranking dos países com índices acima da média mundial, com 0,67% e 0,65% respectivamente, ficando para o Brasil com 0,50%, ocupando as últimas colocações junto com o México, Rússia e Ilhas Maurícius.
Cabe ressaltar que os indicadores do Fórum abrangem 181 países e têm por base categorias estabelecidas em 2003, pela ITU, entidade das Nações Unidas, que apontou quatro vetores para avaliação do índice de uso e acesso digital, DAI, que abrange os quesitos de infra-estrutura, acessibilidade, conhecimento, qualidade e uso das TIC. Como percebemos, as variáveis e indicadores que norteiam o ITU foram elaboradas a fim de proporcionarem resultados numéricos referentes aos conceitos sociais, econômicos, culturais e tecnológicos em evolução no mundo.
Cabe-nos ainda ressaltar o conjunto dos índices também observados no Information Society Index (ISI), que avalia, em 52 países, 15 variáveis ligadas ao uso de computadores, acesso, usabilidade e utilização da Internet, infra-estrutura das telecomunicações e variáveis sociais em torno da sociedade como um todo de cada um desses espaços globais. O alinhamento de propostas para unir a alfabetização em informação às práticas de comunicação deve ser buscado junto com o fim da desigualdade social, a conectividade e acessibilidade para todos os indivíduos, famílias e comunidades.
Objetivando o aumento das habilidades e riquezas futuras, temos a alfabetização em informação é definida como a capacidade de compreensão e um conjunto de habilidades, que possibilitam ao indivíduo reconhecer quando necessita de alguma informação, podendo localizá-la e utilizá-la de forma eficaz. Uma pessoa capaz de localizar e utilizar a informação desejada deve ter habilidade para reconhecer uma necessidade informacional; determinar qual a dimensão da informação que necessita; localizá-la com eficiência; avaliar a informação e suas fontes; incorporar a informação selecionada à sua própria base de conhecimentos; utilizar a informação de maneira eficaz para realizar tarefas específicas; compreender a problemática econômica, legal e social em torno do uso da informação; ter acesso à informação, utilizando-a de forma ética e legal; classificar, organizar, manipular e reelaborar a informação obtida ou gerada; e reconhecer o processo de Alfabetização em Informação como pré-requisito para a aprendizagem ao longo da vida.
Sendo assim, os recursos midiáticos chegam para auxiliar no processo de aceleração dessa estratégia. A ação comunicativa viabilizada pelo jornalismo on line e suas demais atividades relacionadas ao áudio, ao vídeo e à imagem, convergem para a produção de conteúdos de forma livre e alternativa, tendo as orientações da comunicação comunitária como propulsoras de boas práticas extensionistas entre a Universidade e a Comunidade, aproximando as técnicas das práticas inclusivas, formando cidadãos mais conscientes e participativos do processo comunicacional frente aos desafios tecnológicos que nos esperam em 2010.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Um novo espaço para reflexão
Desde 1995 tenho me dedicado às pesquisas ligadas às tecnologias da informação, educação e comunicação. Nesse período, muitos passos foram dados para que chegasse o momento de deixar aqui, postadas na rede mundial de computadores, o que poderei chamar de idéias compartilhadas em um espaço de reflexão, provocação, e por que não denominar, multiespaço de criação colaborativa. Com isto, não pretendo deixar aqui nada que não tenha também sua parcela de contribuição. Logo, quero iniciar nossas atividades com um convite à inclusão digital aqui, ali ou acolá, disponível ao maior número de pessoas possíveis. Bom trabalho para nós.
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